Entenda como funciona a imunidade contra a COVID-19

Como saber se tenho imunidade contra a COVID-19?

A imunidade contra COVID-19, é um assunto que vem sendo muito estudado por especialistas de todos os lugares do mundo. Esses estudos podem ser muito úteis na hora de formular a vacina e sanar as dúvidas de quem já se infectou anteriormente com o vírus. 

De acordo com os estudos realizados pelos órgãos de saúde, é possível explicar como nosso sistema imunológico responde quando entra em contato com o Coronavírus ou quando somos vacinados. 

Quem pegou COVID-19 está imune?

No caso da COVID-19, são realizados estudos o tempo todo em busca dessas respostas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o que se sabe até o momento é que grande parte das pessoas que se recuperam da infecção têm anticorpos contra o vírus. Porém, é importante dizer que não são todos.

Ainda não há evidências suficientes sobre a eficácia da imunidade mediada por anticorpos para garantir a precisão de um “passaporte de imunidade” ou “certificado livre de risco”. Portanto, dizer que está imune e ignorar as recomendações de prevenção definidas pelos órgãos de saúde, pode trazer um grande malefício para a saúde pública, uma vez que não é possível dizer quanto tempo dura essa imunidade conferida, já que há muitos casos de reinfecção de COVID-19.

Entenda como desenvolvemos a resposta imune

De acordo com a OMS, a imunidade a um patógeno é desenvolvida a partir de uma infecção natural que ocorre, normalmente, em duas semanas. Isso funciona de modo que o corpo responde a uma infecção viral imediatamente com uma resposta inata e não específica na qual macrófagos, neutrófilos e células dendríticas atrasam o progresso do vírus e podem impedir que ele cause sintomas graves ou, até mesmo, qualquer sintoma.

Esta é uma resposta não específica, mas que vem acompanhada de uma resposta adaptativa em que o corpo produz os anticorpos ligados diretamente ao vírus, que são proteínas chamadas de imunoglobulinas.

Além disso, o corpo é capaz de produzir as células T, que são responsáveis por reconhecer e eliminar outras células infectadas com o vírus.

A resposta adaptativa elimina o vírus do corpo e, se houver a presença desses anticorpos o suficiente, evita que a doença progrida para a forma grave e que haja reinfecção pelo mesmo vírus.

Quanto tempo depois de tomar a vacina contra o Coronavírus estarei imunizado?

Segundo o Instituto Butantan, cada organismo responde de uma forma diferente à vacinação, dependendo da faixa etária e do sistema imunológico individual. Em média, duas semanas após a segunda dose, o corpo é capaz de criar os anticorpos neutralizantes responsáveis por barrarem a entrada do vírus nas células.

É importante ressaltar que uma quantidade maior de anticorpos pode ser registrada até um mês após o fim da vacinação, dependendo de cada paciente. 

É necessário tomar as duas doses da vacina contra o Coronavírus?

Sim, com certeza. Para a vacina conferir a proteção necessária no organismo, as pessoas deverão tomar as duas doses indicadas da vacina COVID-19.

O que significa imunidade de rebanho?

A imunidade de rebanho é a proteção indireta contra doenças infecciosas, que ocorre quando a comunidade é vacinada ou apresenta infecção prévia. Isso não significa que as pessoas que não foram vacinadas ou não foram infectadas são imunes. O que acontece é que em comunidades que apresentam grande nível de imunidade, o risco de infecção de pessoas que não estão imunes diminui.

Além disso, quando a cobertura vacinal do local é muito alta, o risco de doenças entre aqueles que não estão imunes pode se tornar semelhante ao daqueles que realmente se imunizaram. 

Como saber se já desenvolvi anticorpos?

A única forma de saber se você desenvolveu anticorpos contra doenças, é realizando testes de COVID-19. Esses exames devem ser os sorológicos, que são capazes de avaliar se houve ou não contato prévio com o vírus e quais são os níveis de anticorpos presentes no organismo.

Como funciona o exame de anticorpos neutralizantes

O exame de Anticorpos Neutralizantes é indicado a partir do 21º dia do início dos sintomas ou em caso de suspeita que teve contato com o vírus há mais de 21 dias. Ele é feito através de uma coleta de sangue, onde é possível analisar se é reagente ou não reagente. Para realizá-lo, utiliza-se o método ELISA. 

Após 21 dias de contato com a doença, a especificidade e sensibilidade do exame é de 100%.

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