A vacina da dengue já está disponível no RJ. Entenda quem pode receber, onde encontrar as doses e como reforçar a proteção. Saiba mais.
A convivência com o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya é uma realidade para os cariocas. A boa notícia é que a ciência oferece uma ferramenta poderosa de proteção: a vacina. Com a sua disponibilidade, surgem muitas perguntas sobre quem pode recebê-la, onde e como.
É importante notar que a percepção de risco pessoal impulsiona a busca pela imunização. Em locais com alta circulação do vírus, por exemplo, indivíduos que relatam ser picados com frequência por mosquitos têm uma chance 66% maior de querer se vacinar, demonstrando que a alta exposição aumenta a percepção de perigo.
Entender o cenário da vacinação na cidade é o primeiro passo para tomar decisões informadas e proteger a si mesmo e à sua família.
O que é a vacina da dengue disponível no brasil?
A vacina contra a dengue aprovada e utilizada no Brasil é a Qdenga, desenvolvida pelo laboratório Takeda. Trata-se de um imunizante de vírus atenuado, projetado para proteger contra os quatro sorotipos do vírus da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4).
Como ela funciona para proteger contra o vírus?
A vacina utiliza versões enfraquecidas dos quatro sorotipos do vírus. Ao ser aplicada, ela estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos e células de defesa específicos, criando uma memória protetora.
Assim, caso a pessoa seja picada pelo mosquito infectado no futuro, seu corpo já saberá como combater o vírus de forma rápida e eficaz, prevenindo a doença ou suas formas graves.
Quem pode tomar a vacina da dengue no Rio de Janeiro?
No Rio de Janeiro, assim como no restante do país, podem receber a vacina contra a dengue as pessoas que se enquadram na faixa etária atualmente indicada no Brasil, que vai dos 4 aos 60 anos, conforme os imunizantes aprovados para uso nacional.
Quem já teve dengue também pode ser vacinado, já que a proteção é recomendada independentemente de infecções anteriores.
Onde encontrar a vacina contra a dengue no RJ?
Para consultar valores, tirar dúvidas sobre as vacinas contra a dengue e encontrar a unidade mais próxima, acesse o Nav Dasa.
Qual é o esquema vacinal e quantas doses são necessárias?
O esquema de imunização da vacina Qdenga é o mesmo para todas as idades, tanto na rede pública quanto na privada.
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Número de doses: são necessárias duas doses para completar a proteção.
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Intervalo entre as doses: o intervalo recomendado é de três meses entre a primeira e a segunda aplicação.
É crucial completar o esquema vacinal para garantir a eficácia máxima do imunizante. A proteção não é considerada completa após apenas uma dose.
Existem contraindicações para a vacina da dengue?
Sim. Como qualquer imunizante, a vacina da dengue não é recomendada para todos. A avaliação de um profissional de saúde é essencial, mas as principais contraindicações incluem:
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grávidas e lactantes;
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pessoas com imunodeficiência congênita ou adquirida, incluindo aquelas em terapias imunossupressoras (como quimioterapia);
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indivíduos com alergia grave (anafilaxia) a algum componente da vacina.
É importante ressaltar que a vacina Qdenga não requer teste prévio de infecção. Ela difere de vacinas mais antigas (como a Dengvaxia, ou CYD-TDV), que eram recomendadas apenas para crianças e adolescentes de 9 a 16 anos que já tiveram dengue confirmada.
Sempre informe ao profissional de saúde sobre seu histórico clínico completo antes de receber a vacina.
A vacina é a única forma de prevenção?
Não. A vacinação é uma das ferramentas mais eficazes, mas não elimina a necessidade de continuar combatendo o mosquito transmissor. A proteção mais completa envolve um conjunto de ações.
Medidas complementares para combater o aedes aegypti
A melhor estratégia é a prevenção combinada. Além de se vacinar, é fundamental adotar medidas para eliminar os criadouros do mosquito em casa e no ambiente de trabalho.
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elimine pratos de vasos de plantas ou preencha-os com areia;
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mantenha caixas d'água, cisternas e outros reservatórios bem fechados;
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guarde garrafas, pneus e outros objetos que possam acumular água em locais cobertos;
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limpe as calhas regularmente;
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use repelentes, especialmente nas horas de maior atividade do mosquito (início da manhã e fim da tarde).
Adotar essas práticas é um ato de cuidado individual e coletivo que protege toda a comunidade.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.